Subtilezas neandertais

No gabinete de Relvas as estratégias de spin são delineadas com o tacto, a subtileza e a atenção ao detalhe  próprias de um registo neandertal. E os resultados dessa abordagem estão para uma boa estratégia comunicacional como o futebol do Boavista de Jaime Pacheco estava para o futebol do Barça de Pep Guardiola. Em suma, e para manter a metáfora futebolística, podemos dizer que no gabinete de Relvas faz-se uma comunicação de pelado, orientada por um Martelinho que sonha ser o Messi.

Vem esta reflexão a propósito desta (lamentável e vergonhosa) notícia publicada pelo pasquim do regime, acerca do custo de Pedro Rosa Mendes na agência Lusa. Percebe-se a urgência da «fonte» não citada: era preciso pôr em funcionamento a máquina para desacreditar o homem que acusava a tutela e a administração da RTP de censura. Sucede que a «fonte» não citada nesta notícia prestou ao CM precisamente as mesmas informações e valores contratuais que outras fontes, então profusamente citadas pelos media, forneceram há cerca de 5 meses, aquando da suspensão do contrato de Pedro Rosa Mendes na Lusa. E sucede também que essas fontes de então, citadas em todo lado, foram o administrador da Lusa, Afonso Camões, e o próprio gabinete do ministro Miguel Relvas.

Que isto volte novamente a lume, nesta fase, mas sob a capa da «fonte anónima», é um fenómeno anedótico. Mas que o boletim Retalis embarque nisto sem se questionar e assumindo de peito feito a missão de evangelizar o povo… isso já roça o nojo.

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